Crítica ao Livro “Diário de um Skin” de Antonio Salas
Quando à certa de quinze dias a minha namorada me emprestou um livro chamado “Diário de um Skin” eu já esperava um livro interessante e inovador, quer por estar a par da história do livro, quer pelo o interesse/curiosidade que o tema me suscita.
À medida que fui entrando no livro apercebi-me que devorava páginas, atrás de páginas….e porquê? A resposta é simples, um experiente jornalista de investigação espanhol estava prestes a entrar no submundo Neonazi, Neofascista e Nacional-Socialista Espanhol e Mundial pela porta grande. Prestes a mostrar-nos um mundo dantes desconhecido por muitos, e apenas conhecido superficialmente por outros.
O autor começa primeiro por identificar as raízes do actual Neonazismo e Neofascimo fazendo viagens até (imagine-se) à Jamaica e a Inglaterra . Em segundo lugar enceta contactos no mundo Skinhead ao nível da internet, onde ganha nome como “Tiger88″ para depois se introduzir pessoalmente a tudo um mundo de santuários Neonazis e Skinheads, como bares, estádios de futebol, livrarias e até concentrações e palestras Fascistas.
Até Tigger88 passar a ser um dos cabecilhas do movimento Skinhead Espanhol foi um passo. Ganhou a confiança de inúmeros cabeças rapadas, desmascarou alianças entre partidos e clubes de futebol com estes movimentos, denunciou agressões bárbaras e hábitos de vida pitorescos dos Skinhead, etc….
Na minha opinião é um livro imperdível, imprescindível e até mesmo de valor incalculável para se compreender a sociedade de extrema-direita (e até de extrema esquerda) que vive enraizada em todos os sectores da sociedade e que atravessa verticalmente todas as faixas etárias, pesa embora aquela dos 15 aos 35 anos seja a mais visada, devido à natureza das idades dos Skinheads (Grupo alvo de estudo do livro).
Este artigo foi publicado em Janeiro 5, 2008 às 4:01 am, na(s) categoria(s) Critica Literária with tags Fascismo, Infiltrado, Jornalismo de Investigação, Nacional Socialismo, Neonazismo. Pode seguir as respostas a esta entrada através do feed RSS 2.0 Pode deixar uma resposta ou fazer trackback do seu próprio site.
Maio 2, 2008 às 2:08 am
Muito interessante.
SER ou não Ser UM NAZISTA no Brasil!
Aonde você vai você encontra sub -raça por todos os cantos e lados ,é dificil identificar um branco entre os sub humanos mas que los existem existem