Greve dos Argumentistas Americanos
Já deverão ser alguns milhares, senão mesmo milhões, as pessoas que andam a indagar o porquê da produção norte-americana de séries, talk shows e em breve a cinematográfica estarem estagnadas. A resposta é simples.
No início de novembro os argumentistas americanos, mais conhecidos por writers guild of america (www.wga.org), começaram uma jornada de luta contra os grandes produtores e contra as televisões.
A greve começou porque os argumentistas sindicalizados exigiram uma parcela maior nas receitas obtidas através dos conteúdos distribuídos na Internet.
As primeiras baixas (do ponto de vista dos produtores), vitórias (do ponto de vista dos argumentistas) foi a paragem das séries mais mediáticas tais como: Lost, Prison Break, Heroes, 24, Scrubs, My Name is Earl. Assim que as mesmas pararam começaram a avolumar-se os prejuizos para as produtoras e a greve (voz dos argumentistas) ganhou mais peso e relevo.
No entanto, surge uma questão. Se as séries se “podem” dar ao luxo de estarem paradas, poderá o cinema ou os talk show´s darem-se a esse luxo? . Numa óptica simplista a resposta seria sim, pois, as televisões e os produtores poderiam simplesmente esticar ao máximo os episódios e filmes que estão por estrear, ou então, encurtar as histórias e dessa maneira ganhariam mais tempo para uma eventual negociação com os argumentistas. A verdade é que a resposta é não.
Num ramo tão ganâncioso como o da ficção norte americana, não é de esperar que os donos dos grandes estúdios e televisões fiquem à espera para ver as suas empresas entrarem em colapso (se não financeiro, pelo menos criativo), e os grevistas sabem disso, sendo de esperar, mais tarde ou mais cedo que cedam aos interesses dos mesmos (só assim podem continuar a lucrar).
Uma coisa parece ser certa, dure mais 1 mês ou mais 6 meses esta greve já está a ficar para a história como a que mais abalou o sistema de ficção televisiva e cinematográfica dos EUA. Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos, e os fãs…esses que aguentem!