Por alturas desta última passagem de ano dei por mim a pensar no quanto banalizada está a fotografia. E pensei em tal facto devido a ter mais de 1000 fotografias relativas a esse mesmo evento (considerando, claro está, que era uma festa relativamente pequena com 13 pessoas dentro da mesma casa.).
Poderá especular-se se mais de 1000 fotos é muito ou é pouco, mas tendo em conta que à apenas 10 anos atrás, dois ou até três rolos de 24 fotografias já seria óptimo para recordar tal momento, não posso deixar de pensar que a fotografia é cada vez mais recorrente.
Quando a fotografia foi inventada por Louis Jacques Mandé Daguerre( http://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_Jacques_Mand%C3%A9_Daguerre ) em 1835 estava-se longe de imaginar que a mesma volvidos quase dois séculos ia ser revolucionada por aquilo a que hoje chama-mos “fotografia digital”. As potencialidades deste novo tipo de fotografia são imensos em relação ao anterior. Isto claro, sem querer entrar na polémica de avaliar quais são as fotografias com melhor qualidade, as à moda antiga ou as digitais (até porque não sou, nem de perto, nem de longe nenhum entendido).
Além dos cartões de memória (há para todos os gostos: 1 Gb ,2 Gb, 5 Gb, etc..) nos proporcionarem praticamente fotografias sem fim, o próprio utilizador/fotógrafo pode escolher na hora as que quer guardar e as que quer apagar, visto que a revelação das mesmas é instantânea nos “pequenos” LCD´s de cada máquina.
As consequências desta revolução na fotografia já começam a ser visíveis através de uma maior abundância das mesmas, de um maior leque de escolhas (por serem várias), do aproveitamento de um sem número de programas/opções que vêm integrados nas máquinas (Fotografia Panorâmica, Fotografia Nocturna, Capacidade de Pequenos Filmes de onde depois se retiram fotos, Etc…) e principalmente pelos estabilizadores de imagem tão comuns a todas as máquinas de hoje em dia e que tornam um qualquer leigo na matéria num semi-profissional da foto.
Embora as consequências que eu enumerei já sejam bastante visíveis, na minha opinião, a maior delas todas só a iremos viver daqui a um par de décadas quando podermos mostrar aos nossos filhos e netos uma história da nossa vida muito mais pormenorizada. E tudo graças às infinitas fotos e vídeos que agora podemos tirar dos acontecimentos mais marcantes da nossa vida. Basta para isso pensar que quando os nossos pais/avós nos mostram 20 fotografias da infância deles (geralmente nos aniversários) já achamos que é muito.
Agora imaginem quando no futuro formos mostrar aos nossos filhos/netos milhares e milhares de fotos e vídeos das nossas peripécias e vivencias. Ai sim, poderemos dizer a eles, graças a pedacinhos de imagem congelados no tempo, que “Recordar é viver”.
Boas Fotografias e um Bom Ano.